AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ

 

27/11/2007

"Contrato emergencial" seria motivo de atraso no pagamento dos vigilantes de hospitais

 

Com a participação dos vigilantes de hospitais do estado, da Federação e Sindicato da categoria, foi realizada nesta terça-feira audiência pública na Comissão de Trabalho, da Alerj, presidida pelo deputado Paulo Ramos (PDT). A audiência foi convocada pelo Sindicato dos Vigilantes para tratar dos constantes atrasos nos salários dos cerca de 3500 trabalhadores de quatro empresas que fazem a vigilância dos hospitais da rede estadual de Saúde. Foram convidadas as empresas que prestam serviço aos hospitais: Vigban, Centauro, Dinâmica e Tiger, mas, apenas as empresas Dinâmica e Centauro enviaram representantes. Participaram também o superintendente de Infra-estrutura da secretaria de Saúde, João Hermes; Marco Antônio, gestor de contratos da mesma secretaria; Márcio Lins, chefe de fiscalização da DRT; Carlos Eduardo Nunes, auditor fiscal da DRT; e Geraldo Leite, diretor executivo do Sindesp (sindicato patronal).

O deputado Paulo Ramos disse que o objetivo da audiência pública foi averiguar as condições de trabalho e do atraso no pagamento dos vigilantes por parte do estado. O parlamentar enfatizou que na Comissão de Trabalho – que mantém um Disque-Denúncia – o maior número de reclamações são dos vigilantes. "Do lado do trabalhador ele quer receber em dia pelo serviço realizado, disse Paulo Ramos, defendendo que os vigilantes sejam servidores públicos, evitando-se as várias intermediações entre as secretarias de Saúde, Fazenda e trabalhadores".

João Hermes, superintendente de infra-estrutura da secretaria de Saúde justifica os atrasos porque a secretaria fez um contrato emergencial com as empresas após o fim do contrato anterior, em julho. Já o representante da Dinâmica Wagner Bragança disse que o atraso vem desde 2004, tendo o quadro se agravado em 2006 e neste ano, quando ficou cinco meses sem receber as faturas.

O presidente do Sindicato, Fernando Bandeira, falou que o trabalhador terceirizado tem relação direta com as empresas e não com o estado. Se o empresário vende o serviço para uma secretaria, é preciso que o governo honre o pagamento das faturas. Bandeira fez apelo aos representantes das secretarias de Saúde e DRT para que não deixe o pagamento atrasar como se fosse rotina.