22/03/10
Clodesmidt Riani, último presidente do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e líder sindical mais perseguido pelo golpe de 64, recebeu no dia 22 de março a Comenda do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas. A medalha foi requerida ao Ministro Carlos Lupi pelo Movimento Sindical Nacional do PDT através de seu presidente Fernando Bandeira e por Jair Simões, da Federação Nacional dos Urbanitários.
Realizada no antigo Ministério do Trabalho (atual Superintendência Regional do Trabalho), a solenidade contou com a participação dos amigos de Riani como Modesto da Silveira, seu advogado no período em que esteve preso; Nilo Batista, ex-governador do Rio; Iracema Cerqueira, viúva de Benedito Cerqueira, companheiro de Riani no CGT; Eliseu Alves, líder sindical dos carris e vereador do Rio na década de 50, contemporâneo de Riani, hoje com 98 anos. Lideranças sindicais prestigiaram, entre eles: Francisco Dal Prá, presidente da Força Sindical/RJ, Luis Rodrigues, presidente da Fetticom, Sebastião José, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores/RJ, Ronald Barata, ex-presidente do Sindicato dos Bancários, Sebastião Fonseca, ex-dirigente da União dos Portuários do Brasil, entre outros. Compareceram também José Calp, representando o senador Francisco Dorneles, e Ricardo Nascimento, representando Agostinho Guerreiro, presidente do CREA. Os ex-parlamentares, Vivaldo Barbosa e Carlos Alberto Oliveira – Caó, estiveram presentes, motivados pela história de Riani, amigo pessoal do ex-presidente João Goulart e responsável pelas mais importantes conquistas trabalhistas de seu tempo, como a gratificação de natal (13º salário), salário família, extensão da CLT ao trabalhador rural, paridade de ajustes salariais para civis e militares, entre outras.
Além do Ministro do Trabalho Carlos Lupi, compuseram a mesa, o Superintendente Regional do Trabalho, José Bonifácio, o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), Carlos Correa, vice-prefeito de São João de Meriti e Fernando Bandeira, diretor de Assuntos Legislativos da Nova Central, representado também José Calixto Ramos, presidente da referida Central. Segundo Bandeira, Riani faz jus à honraria, pelo seu histórico de lutas, pela defesa intransigente do sistema confederativo, da unicidade sindical e da contribuição sindical obrigatória, princípios do Trabalhismo.
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