18/03/2010
Cerca de mil vigilantes aderiram à greve desencadeada na Baixada Fluminense hoje. O atendimento nas agências bancárias de Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita e Queimados ficou prejudicado. Em Belford Roxo a paralisação foi total: os bancos não abriram. Em Mesquita a maior agência (B&B) não funcionou por falta de vigilantes. Em Nilópolis e Queimados a maioria das agências abriu mesmo sem vigilantes - o que é proibido pela Lei Federal 7.102/83, que regula o setor de vigilância. Os sindicatos desses municípios junto com a Federação da categoria estão denunciando esses bancos à Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, no Rio. Amanhã, é a vez dos vigilantes de Volta Redonda cruzarem os braços. Na segunda-feira, Nova Iguaçu faz paralisação, e na terça, Macaé. Dirigentes sindicais informaram que os caixas eletrônicos poderão ficar sem abastecimento.
Vigilantes querem 9% com 5% de risco de vidaEm estado de greve os vigilantes de onze municípios (Rio, Campos, Macaé, Friburgo, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Queimados e Volta Redonda) reivindicam 9% de reajuste e 5% de periculosidade, mais a redução do desconto do tíquete refeição de 20% para 5%, plano de saúde pago pela empresa e pagamento de anuênio em substituição ao triênio, mantendo as cláusulas sociais do ano passado. Um dos benefícios mais esperados é o pagamento do adicional de periculosidade de 30%, aprovado no Senado em novembro de 2008, e que alguns estados já começaram a pagar: Paraná, 10%; São Paulo, 9%; e Espírito Santo, 7%. O sindicato patronal do Rio ofereceu apenas 3% que foi recusado. O projeto da senadora Serys Slhessarenko (PT/MT) encontra-se na Comissão Especial de Segurança Privada, da Câmara Federal, aguardando ser votado e aprovado em plenário. No próximo dia 24 de março, às 11h, haverá nova rodada de negociação com o patronato para resolver o impasse.
Diretoria Quadriênio 2009/2012
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