04/03/2009
Bancos querem economizar na segurança reduzindo efetivo de vigilantes
O Sindicato dos Vigilantes do Rio entregou hoje à tarde na Polícia Federal, uma relação contendo 150 bancos que não cumprem o plano de segurança, previsto na Lei Federal 7.102/83. O documento foi entregue ao delegado Luiz Eduardo Melo de Castro, da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp). Nos últimos dois dias equipes do Sindicato visitaram 150 agências bancárias e constataram que a maioria apresenta deficiência na segurança, com efetivo abaixo do previsto em lei. Verificou-se também que das 150 agências visitadas, 23 operam com apenas um vigilante, sendo que na hora do almoço, essas agências ficam sem nenhuma cobertura. Nos bancos em que há somente caixas eletrônicos, a situação é mais crítica: não há vigilante fazendo a segurança dos clientes.

O delegado Luiz Eduardo disse que "é possível sim que estabelecimentos financeiros pequenos operem com apenas um vigilante, desde que a empresa de vigilância providencie outro vigilante para rendê-lo no horário de almoço". É o que prevê o despacho nº 92/08 da Coordenadoria Geral de Controle da Segurança Privada, em Brasília, baseado nas deliberações do Conselho Consultivo para assuntos de Segurança Privada, órgão colegiado no qual os vigilantes estão representados. O delegado Marcelo Durval, da Comissão de Vistoria da DELESP, presente à reunião, explicou que não pode uma agência ou posto bancário funcionar com um vigilante o tempo todo, mesmo porque, neste caso, estaria a empresa infringindo as leis trabalhistas no tocante ao intervalo para almoço.

Os agentes federais da Comissão de Vistoria da Polícia Federal se encarregarão de fiscalizar as agencias denunciadas pelo Sindicato no Centro, Tijuca, Estácio, Rio Comprido, Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho e Jacarepaguá. Segundo o presidente do Sindicato, Fernando Bandeira, algumas agências bancárias estão reduzindo o efetivo de vigilantes para diminuir custos, colocando em risco não só os trabalhadores da segurança e funcionários, como a população que utiliza os serviços bancários.
O objetivo do Sindicato é cobrar da Polícia Federal, responsável pela fiscalização da segurança privada, mais rigor quanto ao cumprimento do plano de segurança bancária, que é obrigatório, exigindo dos bancos equipamentos de proteção adequados como câmeras, portas giratórias com detector de metais, alarmes, entre outros meios que venham garantir a segurança dos vigilantes e da população.
As equipes do Sindicato continuarão amanhã a identificar os bancos que estão com o efetivo reduzido na Barra, Recreio, Campo Grande, Santa Cruz, entre outros bairros da Zona Oeste.
Os sindicalistas constataram que várias agências no Centro do Rio não cumprem corretamente o plano de segurança. Entre elas, a agência do Unibanco na Av.13 de Maio, que funciona com apenas dois vigilantes, sendo que na hora de almoço apenas um guarda faz a vigilância do banco. Outra irregularidade é que não há porta giratória com detector de metais, facilitando a ação de marginais. Já a agência do HSBC da Av. Gomes Freire nº 788, só trabalha com caixas eletrônicos e não mantém vigilantes em seu interior.
Diretoria Quadriênio 2009/2012
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