Na Baixada, três vigilantes e uma arma

 

O município de São João de Meriti tem mais de 15 agências bancárias, numa delas, uma empresa de segurança, nova no mercado (Sunset Vigilância e Segurança), fornece apenas um revólver calibre 38 para ser dividido entre os três vigilantes do banco. Seria cômico se não fosse a violência que atinge o Rio de Janeiro. A medida contraria a Lei Federal 7.102 que regulamenta as atividades de segurança privada em todo o país. De acordo com a lei, todo banco tem que ter um “plano de segurança” com seus vigilantes devidamente treinados e armados – o armamento é considerado equipamento de proteção individual do trabalhador vigilante. Esta irregularidade foi constatada dia 12 de março por uma equipe de diretores da Federação Estadual dos Vigilantes do Rio de Janeiro. Imaginemos o caos que seria se a onda de assaltos a banco na capital paulistana se voltasse contra os bancos da Baixada Fluminense, que não exigem das empresas de vigilância o fornecimento correto do armamento, alerta o presidente da entidade, Fernando Bandeira.

A Federação comunicou o fato à Polícia Federal, através da Delegacia de Controle de Segurança Privada, para que esta faça a devida fiscalização no local.