Em abril, Vigilantes do Rio receberão reajuste de 4% no salário e 3% no tíquete-refeição

 

Os 50 mil vigilantes registrados na Polícia Federal em todo o estado terão seus salários reajustados em 4% no contracheque de março, pagos em abril. O percentual concedido representa a reposição da inflação dos últimos 12 meses mais um aumento real de 1,1%. O tíquete-refeição teve reajuste de 3%. O piso da categoria subiu de R$ 626,49 para R$ 651, 55, e o auxílio alimentação passou de R$ 6,47 para R$ 6,66. A Convenção Coletiva de Trabalho foi assinada hoje entre o sindicato patronal (Sindesp) e os sete sindicatos de profissionais: Rio, Niterói, Campos, Macaé, Friburgo, Belford Roxo e Volta Redonda. A data base dos trabalhadores é março. Segundo Fernando Bandeira, presidente do Sindicato do Rio, a proliferação de seguranças clandestinos, bem como de vigias e porteiros, fazendo o papel do vigilante legalizado, vem dificultando uma negociação melhor com o patronato. Os donos das empresas alegam que vem perdendo clientes para a informalidade que se alastra no setor de vigilância e segurança em todo o Estado do Rio, ressalta o sindicalista.

No SINDESP, representantes dos patrões disseram que só podem repassar para os contratos 4% de reajuste

No entanto, houve um grande avanço na avaliação dos sindicalistas: O colete à prova de bala para todos os vigilantes bancários e que trabalham na defesa do patrimônio público ou privado foi aceito pelos patrões na negociação coletiva deste ano – antiga reivindicação dos trabalhadores da segurança privada. Pelo acordo, a cada seis meses, 10% do efetivo de cada empresa deverá ter um colete para cada vigilante. Num prazo máximo de cinco anos, todos os vigilantes das 160 empresas do estado estarão usando o colete à prova de bala.

Os Sindicatos do Rio, Baixada, Niterói e interior discutem a proposta patronal de 4%

Cláusulas do acordo anterior foram mantidas na Convenção deste ano, como por exemplo, o seguro de vida no valor de 26 vezes o salário base, no caso de morte natural, e 52 vezes no caso de morte acidental ou invalidez permanente. Também foi mantido o triênio de 2% sobre o piso do vigilante, a cada três anos trabalhados na empresa.

Bandeira, presidente do Sindicato do Rio (E) assina o acordo na sede do SINDESP