Delegada da Mulher ressalta que agressor pode ficar preso por três anos
O Dia Internacional da Mulher – 8 de março – foi comemorado nesta quinta-feira, pelo Sindicato dos Vigilantes, com a presença de personalidades, autoridades e trabalhadoras. A solenidade foi aberta por Fernando Bandeira, presidente do Sindicato, que depois de saudar as mulheres vigilantes e da comunidade do centro presentes, passou a vez para Maria Helena de Oliveira, diretora de Assuntos da Mulher da Nova Central Sindical de Trabalhadores. Maria Helena fez um histórico do 8 de março, registrando que nesta data, em 1857, em New York, operárias têxteis se rebelaram contra a jornada excessiva de trabalho de 16 horas por dia. Como represália, os patrões mandaram fechar as portas da fábrica com as trabalhadoras dentro. O prédio foi incendiado. Cento e vinte e nove mulheres morreram carbonizadas. Também destacou a importância da mulher no mercado de trabalho e, em casa, cuidando do marido e dos filhos. Também fizeram uso da palavra a secretária geral do Sindicato, Maria Goretti, e Maria Bernadete, presidente do Sindicato dos Operadores de Telemarketing, que ressaltaram a importância da mulher para a sociedade e, sobretudo para a família.

A delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher – DEAM Centro – Adriana Mendes, falou que só em sua delegacia 15 ocorrências são recebidas diariamente por sua equipe. Destacou ainda a Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente da república no dia 7 de agosto de 2006. “Antes da lei, as mulheres eram agredidas pelos maridos, namorados ou companheiros, e os agressores punidos com cestas básicas ou detenção de até 2 anos. Hoje, depois da lei, dependendo da lesão sofrida pela mulher, o agressor pode pegar de 3 meses a 3 anos de prisão”. A Drª Adriana Mendes lembrou que muitas mulheres procuram a DEAM apenas para buscar orientação ou para dar um “susto” em seus companheiros, não levando a queixa adiante por causa dos vínculos afetivos ou dependência econômica do companheiro. Finalizando, enfatizou que no caso de agressão física, moral (contra a honra) ou psicológica, a mulher pode procurar ajuda na Delegacia Especial de Atendimento da Mulher mais próxima de sua residência. A DEAM - Centro fica na rua Visconde do Rio Branco, ao lado da Praça Tiradentes.



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