03/06/2009
NOVA CENTRAL REALIZA II CONGRESSO E RECONDUZ CALIXTO À PRESIDÊNCIA. Mil E QUINHENTOS DELEGADOS VOTARAM
Mais de 1.500 delegados, de todas as regiões do País, participaram da abertura do II Congresso Nacional da Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST, em Brasília, nos dias 27, 28 e 29 de maio. A representação do Estado do Rio compareceu com mais de 120 delegados. Vigilantes, rodoviários, empregados da construção civil, trabalhadores na indústria da alimentação, trabalhadores da saúde, servidores públicos, e empregados de agentes autônomos do comércio. Durante o Congresso os trabalhadores ficaram bem instalados na CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) e no Cimis (Centro Indiginista Missionário) no município de Luziânia (GO), entorno do Distrito Federal.

A solenidade foi aberta pelo presidente da NCST, José Calixto Ramos, que destacou a trajetória da central desde a sua fundação em 2005. O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reconheceu o papel da Nova Central no movimento sindical brasileiro. Na abertura do II Congresso da NCST, Lupi observou que a Nova Central é herdeira do sonho e dos ideais de Getúlio Vargas, Brizola e Darcy Ribeiro. O Ministro salientou que a Nova Central é a sua central, também, pois a defesa da unicidade sindical é uma dos pilares da estrutura sindical brasileira que não pode ser destruída.

No segundo dia do Congresso o senador Paulo Paim (PT/RS) prestou homenagem a um dos mais importantes lideres sindicais brasileiros, Luiz Tenório de Lima, o Tenorinho. Paim destacou a jornada que o sindicalista fez nessas décadas de lutas em defesa do país, do movimento sindical e dos trabalhadores brasileiros. Em sua palestra falou sobre “Os trabalhadores e trabalhadoras frente aos desafios e ameaças aos direitos sindicais e trabalhistas”. Foi ovacionado pela plenária que gritou palavras de ordem como: “É evidente, Paim presidente!”. Chegou a ser carregado nos ombros pelos trabalhadores. Muito emocionado, retirou-se.

O presidente da Federação dos Vigilantes do Rio e Empregados de Agentes Autônomos do Comércio, Fernando Bandeira, ressaltou a importância da NCST na luta dos trabalhadores, acompanhando atentamente as ações desenvolvidas pelo Ministério do Trabalho e pelo ministro Lupi que assinou a portaria 186 que fere a constituição e os princípios do trabalhismo. Bandeira disse que a portaria foi editada para facilitar o registro de sindicatos, contendo alguns parágrafos que introduzem na prática a pluralidade sindical. “É preciso que a Nova Central se mobilize cada vez mais para que esses parágrafos sejam cancelados. Da forma que está, a portaria fere a unicidade sindical, prejudicando os trabalhadores”, concluiu Bandeira.

José Calixto Ramos, da Confederação dos Trabalhadores na
Indústria, foi reconduzido à presidência da Nova Central para o
quadriênio 2009/2012.
Diretoria Quadriênio 2009/2012
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