VIGILANTES PARAM O CENTRO DO RIO POR RISCO DE VIDA

13/06/2008

 

Agências bancárias da Av. Rio Branco deixaram de funcionar hoje de manhã por falta de vigilantes que aderiram à paralisação da categoria por quatro horas, tendo como objetivo reivindicar a retomada das negociações salariais com o sindicato patronal e a aprovação do projeto de lei que concede 30% de risco de vida a todos os vigilantes do país. Esse projeto encontra-se na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, aguardando parecer do relator, senador José Nery (PSOL-PA).

Mais de 300 vigilantes participaram da passeata entre a Praça Mauá e a Cinelândia, carregando faixas e cartazes. No decorrer da caminhada, várias agências apagaram as luzes, temendo um tumulto maior. Em algumas delas foi preciso o reforço de outros vigilantes da reserva e de policiais militares para manter a segurança. Foi o caso da agência do Banco Itaú (veja foto) da Av. Rio Branco onde sindicalistas discutiram com a PM. O Batalhão de Choque também foi chamado e acompanhou todo o trajeto. Os manifestantes entravam nas agências e condomínios comerciais e convocavam os vigilantes de serviço a engrossar fileiras na passeata, que terminou ao meio-dia, na Cinelândia. Todos os vigilantes que estiveram no protesto usaram coletes pretos pedindo 30% de gratificação de risco de vida.

A manifestação dos profissionais de vigilância já surtiu efeito. O sindicato das empresas de segurança – Sindesp – convocou às pressas uma reunião para segunda-feira, às 10h, com o Sindicato dos Vigilantes do Rio para tratar da pauta reivindicatória e da renegociação salarial dos trabalhadores.

 

* Fotografias de Michel Filho de O Globo, e de Marcus Vinícius