Vigilantes do Ministério do Trabalho e Emprego acusam empresa de não cumprir com obrigações trabalhistas

 

15/07/2009

 

 

A diretoria do Sindicato dos Vigilantes do Rio esteve reunida nesta quarta-feira (15) com o superintendente regional do Trabalho, José Bonifácio Novellino, quando apresentou diversas irregularidades da empresa de vigilância Segil – que presta serviço ao Ministério do Trabalho e Emprego – contra o seu quadro de vigilantes.

As queixas que o Sindvig recebeu dos trabalhadores são: A empresa exige a complementação da carga horária quando ao final do mês o vigilante não alcança as 192 h previstas na CLT em regime de escala, descumprindo a atual Convenção Coletiva, acordada em março, entre patrões e empregados, que elimina essa exigência; desconta indevidamente no contracheque adiantamentos referentes à reciclagem, uniforme, coturno e até férias que nunca são tiradas; atrasa constantemente o pagamento de vale transporte, sendo que o depósito é feito em duas parcelas. A primeira é paga entre o 1º e 15º dia útil de cada mês, sendo que a segunda parcela só entra no Rio Card após o 17º dia útil, prejudicando o trabalhador que tem que completar do próprio bolso o deslocamento para o trabalho ou casa; desrespeita a escala de trabalho, obrigando o vigilante trabalhar mesmo no seu dia de folga. Quem não comparece ao posto tem um dia de salário descontado, entre outras reclamações.

O superintendente José Bonifácio informou que vai convocar a Segil para uma mesa redonda na Superintendência Regional do Trabalho com o sindicato da categoria, a fim de esclarecer porque não cumpre a Convenção Coletiva e nem respeita os direitos trabalhistas dos vigilantes do MTE.