Empresários da segurança ofereceram apenas 5% de reajuste salarial e  não pagarão risco de vida de 30% até a sanção da lei pelo presidente Lula

 

 

09/01/2009

 

Não houve acordo na reunião de segunda-feira entre os vigilantes do Rio e o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp). Os representantes dos patrões ofereceram apenas 5% de reajuste salarial, apesar dos dirigentes dos onze sindicatos da capital, Baixada Fluminense e do interior do estado terem abaixado a proposta inicial de 25% para 15% de reajuste no salário - hoje o piso é de R$ 690. Também não incluirão na Convenção Coletiva deste ano o pagamento do adicional de 30% de risco de vida, já aprovado pelo Senado no dia 5 de novembro para os vigilantes de todo o país.

O projeto encontra-se na Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados. Os empresários só vão pagar o adicional depois que o projeto for sancionado pelo presidente Lula, contrariando os sindicalistas que queriam o pagamento do risco de vida na Convenção de 2009. Feito o impasse, só restou aos dirigentes dos sindicatos anunciarem que poderão fazer paralisações na segurança da rede bancária e de hospitais públicos do Rio, durante o Carnaval. Em todo o estado estão registrados cerca de 50 mil vigilantes na Polícia Federal.