Em campanha salarial, os vigilantes do Rio realizaram nesta
quinta, dia 25, a segunda rodada de negociação no sindicato
patronal, localizado na Av. Paulo de Frontin nº 383, Rio Comprido. A
data base é março. Na primeira mesa redonda entre o Sindicato do
Rio, os sindicatos filiados à Federação da categoria e o patronal,
os donos das empresas ofereceram um reajuste no salário de apenas
2,5%. O Sindicato pede 10% acima da inflação do período.
Na reunião do dia 25 também não houve avanço, embora a presença do
técnico do Dieese, Jardel Roriz, a pedido do Sindicato do Rio, foi
determinante para uma avaliação mais cuidadosa do SINDESP, quanto às
reivindicações apresentadas.
Jardel apresentou uma pesquisa, apontando que 94% das categorias conseguiram recuperar as perdas desde 1996. dessas categorias, 25% tiveram aumento real. Apenas 7% dos trabalhadores tiveram reajuste de 1,5% a 2%. A pesquisa revela ainda que o setor faturou em 2003 R$ 896 milhões contra R$1,5 bilhão em 2005, sendo a atividade econômica que mais cresce no País. Portanto, segundo Jardel, não vê como não se pode remunerar melhor este profissional que é chefe de família e atua numa atividade extremamente perigosa.
"Melhorar suas condições de vida, de trabalho e de salário é reconhecer sua importância dentro do contexto da atividade empresarial, que depende para o seu sucesso de um profissional preparado e qualificado para atender bem seus clientes", disse o economista Jardel Roriz, acreditando que o patronato vai fazer um esforço e chegar a um percentual melhor do que já foi oferecido. O presidente do SINDESP, Frederico Câmara, disse que vai estudar o documento elaborado pelo DIEESE, e apresentará uma proposta na próxima reunião marcada para o próximo dia 8 de fevereiro. Participaram da reunião, além do Sindicato do Rio, os sindicatos de Volta Redonda, Campos, Macaé, Friburgo, Belford Roxo e Niterói.
Diretoria Quadriênio 2009/2012
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