DIEESE apóia campanha salarial dos vigilantes


Nesta terça-feira, às 14h, nova rodada de negociação com o patronal

Em campanha salarial, os vigilantes do Rio realizam amanhã, dia 25, a segunda rodada de negociação no sindicato patronal, às 14h, na Av. Paulo de Frontin nº 383, Rio Comprido. A data base é março. Na mesa redonda do dia 12 último entre o Sindicato do Rio, os sindicatos filiados à Federação da categoria e o patronal, os donos das empresas de segurança ofereceram um reajuste no salário de apenas 2,5%. O Sindicato pede 10% acima da inflação do período. Ano passado, os trabalhadores receberam 10% de reajuste salarial – 9% no salário e 1% no tíquete refeição. Percentual superior ao dos bancários(3,5%), rodoviários (6%) e serventuários da Justiça do Rio (4,5%). Este reajuste foi considerado excelente pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estudos Sócio Econômico. Em 2006, o sucesso da campanha ocorreu graças à união de todos os sindicatos baseados no estado.

A diretoria do Sindicato dos Vigilantes e da federação esteve reunida no dia 23 (terça) com o supervisor do escritório Rio do Dieese, Paulo Jager, que está fazendo um estudo aprofundado das condições sócio-econômicas do setor de segurança privada e do profissional de vigilância. Segundo o estudo, 2006 foi o melhor ano para reajuste salarial nos últimos 10 anos. A pesquisa revela que 94% das categorias conseguiram recuperar as perdas desde 1996. Apenas 7% dos trabalhadores tiveram reajuste de 1,5% a 2%. A categoria dos vigilantes no Rio foi uma exceção, conseguindo 9% no salário, disse Paulo Jager.

(E) Bandeira, Paulo Jager (C), Sérgio Luiz, Marcos Antônio e Eduardo Barcelos

Segundo ele, dentro do setor de serviços, a vigilância é a que mais cresce e fatura no País. Em 2002, o faturamento das empresas foi de R$ 896 milhões, contra R$ 1,5 bilhão em 2005, representando um crescimento em torno de 76% - crescendo em média 30% ao ano. Quanto à renda média dos trabalhadores o Dieese observou o seguinte: Cerca de 80% dos vigilantes recebem em média até três salários mínimos, sendo que 42% entre dois e três salários mínimos, e 20 % de um a dois mínimos. Acima do Rio de Janeiro os melhores pisos estão no Paraná, Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais. Também é o segmento da economia com mais alta rotatividade de empresas e empregados. Metade dos trabalhadores tem menos de 2 anos de empresa e a vida útil dessas, fica em torno de 5 a 10 anos. Estando em dificuldades com as obrigações trabalhistas, ou outras dívidas, as empresas fecham e abrem com outra razão social em novo endereço.

Pelo Sindicato do Rio, participaram da reunião com o Dieese, Fernando Bandeira e Ocimar da Costa; pelos sindicatos de Niterói e Belford Rôxo, Aires de Oliveira e Marcos Antônio Dias Da Costa; pela Federação, Sérgio Luiz, além da advogada do Jurídico do Rio, Drª Alice e do contador, Eduardo Barcelos.