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22/03/2012 - TERMINA A GREVE DOS VIGILANTES. REAJUSTE SERÁ DE 7%

TERMINA A GREVE DOS VIGILANTES. REAJUSTE SERÁ DE 7%

 Mesmo inferior ao que reivindicava, categoria aceita proposta do TRT; sindicato patronal aprova aumento.

 Colaboração de Tamiris Rodrigues


Terminou a greve dos vigilantes que foi deflagrada no último dia 12 de março. Em assembléia realizada no início da noite de ontem, os vigilantes do Rio de Janeiro decidiram aceitar a proposta do TRT/RJ de 7% de reajuste sobre o salário e tíquete refeição, representando um aumento real de 1,32% acima da inflação, além da manutenção do escalonamento do risco de vida até 2015.

Com a decisão, o piso subiu de R$ 864 para R$ 924,48 e o tíquete refeição passou para R$ 9,46. Com os 6% do adicional de periculosidade, o salário base do vigilante passou para R$ 1.053 em todo estado. O sindicato patronal também realizou assembléia e concordou com a sugestão da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Maria de Lourdes Sallabery, feita na última terçafeira durante audiência no TRT entre patrões e os 15 sindicatos da categoria. Como a negociação foi conduzida pela conciliação do TRT, que deu prazo de uma semana para vigilantes e patrões se entenderem, o acordo será ratificado amanhã em outra audiência no Tribunal.

O sindicato patronal já se comprometeu em não descontar os dias parados, não punir e nem demitir os trabalhadores que aderiram à greve que durou 10 dias, fechando mais de 600 agências bancárias de Norte a Sul do estado.

 Assembléia sem efeito

O Sindicato dos Vigilantes havia decidido ontem de manhã, em assembléia geral da categoria na Candelária, manter a greve até o próximo dia27, quando uma nova rodada de negociação seria realizada com o TRT e o sindicato patronal.

O vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes, Antônio Carlos Silva, chegou a dizer, ontem, antes da assembleia, que a categoria manteria a greve. Os sindicalistas pareciam irredutíveis, principalmente em relação às declarações de um dos líderes da categoria. "A decisão em assembléia foi manter a greve por tem indeterminado até o dia 27 quando haverá outra audiência, tendo em vista que o sindicato dos empresários mantiveram a proposta de dar 2,32% de ganho real e retirar 4% do risco de vida. Então, em vez de nós termos 6% conforme estava acertado desde 2010, nós teremos apenas 2% de risco de vida. Eles diminuíram, retiraram 4% do risco de vida para nos dar apenas 2,32% de ganho real", explicou o vice-presidente do Sindvig, Antonio Carlos Silva.

 Sindicato denuncia delegado federal no Rio

Em consequência da falta de fiscalização nos bancos do Rio, o Sindicato dos Vigilantes denunciou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao coordenador geral de Controle de Segurança Privada em Brasília, delegado Clynton Eustáquio Xavier, o delegado Luiz Sérgio de Souza Góes, chefe da Delegacia de Controle da Segurança Privada da Polícia Federal do Rio, que, apesar de ter sido comunicado que agências bancárias estavam funcionando irregularmente, movimentando dinheiro com a presença de apenas um agente de segurança, não cumpriu a lei, colocando em risco não só a vida dos clientes quanto a dos bancários.

Em municípios da Baixada Fluminense e do Norte do Estado, a Polícia Federal fiscalizou bancos que funcionavam com número insuficientes de vigilantes previstos no Plano de Segurança Bancária de cada agência, interditando algumas em cumprimento à Lei Federal 7.102/83 e à Portaria 387/2006 da Diretoria Geral do órgão, que prevê que as instituições financeiras não podem abrir sem a segurança suficiente.

A greve foi deflagrada no último dia 12 de Março tem como as principais reivindicações o reajuste salarial de 10%, acima da inflação, além do reajuste do ticket de refeição de R$8,85 para R$ 16,50, os 30% do risco de vida, que hoje é de apenas 8% e assistência médica para os vigilantes e os dependentes. Segundo balanço do sindicato, desde o início da paralisação, mais de 600 agências bancárias estão fechadas em todo o Estado por falta de segurança.