12/02/2009
Em assembléia realizada hoje no Largo da Carioca, Centro do Rio, os vigilantes aprovaram estado de greve até a próxima segunda-feira, quando haverá nova assembléia para decidir se os trabalhadores farão uma paralisação durante os cinco dias de Carnaval, podendo deixar o Sambódromo sem vigilância. A data base da categoria é março. A deliberação ocorreu em conseqüência da intransigência do sindicato patronal em manter a proposta de apenas 5% de reajuste salarial, nas três rodadas anteriores. Uma nova oportunidade de retomar as negociações com os patrões acontece nesta sexta-feira, às 13h, na Superintendência Regional do Trabalho, quando haverá mesa redonda entre os 12 sindicatos de vigilantes no estado e diretores do Sindicato das Empresas de Segurança. Ao mesmo tempo, os vigilantes estarão fazendo uma manifestação nas escadarias do Ministério do Trabalho, na Av. Presidente Antônio Carlos.

A Federação dos Vigilantes reivindica 15% no salário, adicional de periculosidade de 30% – já aprovado pelo Senado Federal, em 5 de novembro – redução do desconto do tíquete refeição de 20% para 5%, e diminuição da jornada mensal de trabalho para 180 horas, entre outras reivindicações.

Segundo Fernando Bandeira, presidente da Federação Estadual dos Vigilantes, os profissionais do Distrito Federal recebem de piso salarial R$ 1.010,48; no Paraná, R$ 890,00; Minas Gerais, R$ 870,00; São Paulo, R$ 762,00; e Espírito Santo, R$ 722,00. Como podemos aceitar que num estado com a importância econômica do Rio de Janeiro as empresas paguem de piso ao trabalhador menos que R$ 700 mensais. O presidente do sindicato de Petrópolis, Cláudio Pomim, disse que o patronato aceita o colete a prova de bala como equipamento de proteção do vigilante, porque então questionam o pagamento do adicional de 30% de risco de vida aos trabalhadores que defendem o patrimônio de terceiros, indaga Pomim.


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