Vigilantes sem acordo

 

 

Patrões só dão 2,75% do IPCA

 

Não houve acordo na reunião de terça-feira entre os vigilantes do município do Rio e o sindicato patronal (SINDESP), quanto ao reajuste salarial da categoria que tem data base em março. Os patrões oferecem apenas a reposição da inflação do período, em torno de 2, 75% medida pelo IPCA, mais um ganho real de pouco mais de 0,5%. Na primeira mesa redonda com o patronato, o Sindicato dos Vigilantes havia pedido 10% acima da inflação dos últimos 12 meses, tanto para o salário como para o tíquete-refeição, descendo o percentual para 6% após o impasse na negociação desta terça-feira. No entanto, houve um pequeno avanço: O colete à prova de bala para todos os vigilantes bancários e que trabalham na defesa do patrimônio público ou privado já foi aceito pelos patrões na negociação coletiva deste ano – antiga reivindicação dos trabalhadores da segurança privada.

A escala de trabalho 12x36, sem complementação da carga horária, reivindicada pelo Sindicato é outro ponto em que houve discordância entre patrões e empregados. O Sindicato patronal alega que a carga horária mínima é de 192 horas mensais para o empregado, enquanto a categoria quer acabar com esta escala que acaba sobrecarregando o vigilante que trabalha à noite.

Nova reunião foi marcada para o dia 27 de fevereiro, às 14h, no sindicato patronal, visando o fechamento do Acordo Coletivo de 2007.