Vigilantes fazem Assembléia nesta sexta-feira e podem decidir cruzar os braços

 

Não houve acordo na mesa redonda ocorrida terça-feira, dia 27, entre o sindicato patronal e os sete sindicatos filiados à Federação da categoria – Rio, Campos, Volta Redonda, Macaé, Nova Friburgo, Belford Roxo e Niterói. Os patrões insistem em 2,99% de reposição salarial pelo IPCA, dos últimos 12 meses, mais 1% de aumento real, totalizando cerca de 4% de reajuste salarial para a data base março. Os donos das empresas ofereceram ainda 3% de reajuste no tíquete refeição, mantendo a escala 12x36 com a complementação da carga horária. Os Sindicatos rejeitaram a proposta patronal. A Federação mantém 6% de reajuste no salário e também 6% no tíquete refeição, sem a complementação na escala 12x36, mantendo as cláusulas sociais do acordo de 2006. Em campanha salarial desde o fim do ano passado, a Federação conseguiu do sindicato patronal (SINDESP) incluir na Convenção Coletiva de 2007 o fornecimento de coletes à prova de bala, para todos os vigilantes bancários e patrimoniais que prestam serviço na Indústria, Comércio e Condomínios.

Assembléias na base de cada sindicato, nos próximos dias, decidirão com os trabalhadores se haverá paralisações. No Rio, haverá assembléia para aprovar o indicativo de greve na próxima sexta-feira, dia 2 de março, às 9h, para quem trabalha à noite, e, às 19h, para quem trabalha de dia. O Sindicato fica na Rua André Cavalcanti, 126, Bairro de Fátima. A direção dos sindicatos e da Federação informou que vão resistir até que as reivindicações sejam atendidas.