50 MIL TRABALHADORES NA 6ª MARCHA EM BRASÍLIA

 

16/12/2009

 

Cerca de 50 mil trabalhadores de todo o país se mobilizaram, no dia 11 de novembro, em Brasília, para cobrar dos parlamentares a aprovação de vários projetos que estão na pauta do Congresso Nacional.A principal bandeira foi a defesa da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. Os trabalhadores também defenderam a política de valorização do salário mínimo, o fim do fator previdenciário, a defesa do pré-sal com o fim dos leilões, a ratificação das Convenções 151 (pela negociação no serviço público) e 158 (contra as demissões imotivadas) da OIT, a recomposição do valor das aposentadorias para quem ganha acima do piso e mesmo reajuste do mínimo aos aposentados, entre outros.

Os sindicalistas se concentraram em frente ao estádio Mané Garrincha, percorrendo mais de 3 quilômetros até o Congresso Nacional. A delegação do Rio representando a Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST, contou com mais de 230 trabalhadores, entre vigilantes, operários da construção civil, servidores públicos, empregados de agentes autônomos do comércio, operadores de telemarketing, bombeiros civis, trabalhadores da saúde e rodoviários.

José Calixto Ramos, presidente da NCST saudou a unidade do movimento sindical para organizar a marcha, ressaltando que “aqui ninguém defende um interesse individual e sim o coletivo”. Alertou que as centrais também estão empenhadas em “buscar uma solução para a situação dos aposentados”. Vários parlamentares prestigiaram o evento, entre eles o senador Inácio Arruda e os deputados Vicentinho, Rodrigo Rolemberg, Dagoberto, Brizola Neto e Arnaldo Faria de Sá.

Fechando a programação, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer recebeu os presidentes das Centrais, que entregaram ao parlamentar um documento com as reivindicações dos trabalhadores. Os líderes sindicais estiveram também com o presidente do Senado, José Sarney e com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que também receberam as reivindicações dos trabalhadores. O diretor de assuntos parlamentares da Nova Central e presidente da Federação dos Vigilantes do Rio, Fernando Bandeira, esteve presente somando forças com as lideranças das centrais.